Educação Financeira
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Mudanças de Hábitos Podem Ajudá-lo a Poupar Dinheiro


É muito comum se deparar com pessoas reclamando que a vida não melhora, que os preços das coisas estão subindo e o salário continua cada vez mais fraco diante da inflação. Sendo assim, se as coisas estão ruins e você continua agindo da mesma forma, repetindo os mesmos comportamentos financeiros, como espera que tudo mude para melhor?

Nesse artigo vou apresentar algumas dicas para equilibrar essa balança, bem como minimizar os efeitos dos inúmeros aumentos dos produtos e serviços essenciais em nossas vidas.

Ao final, você poderá entender um pouco mais sobre o nosso papel diante das nossas receitas ( salários, comissões e demais premiações ) e despesas do mês.

Separei minhas dicas em 3 temas comuns na vida de qualquer pessoa e se você segui-las, poderá ter mais dinheiro no bolso para poupar e investir nos seus sonhos. Os temas são Despesas Fixas, Alimentação e Promoções. Então vamos lá!

Comece pelas Despesas Fixas

Como o próprio nome diz, despesa fixa é algo que acontece repetidamente, seja algo semanal, quinzenal, mensal ou anual, portanto, é um tipo de conta que já sabemos virá, sendo assim, nosso orçamento deve estar preparado para cada uma delas.

Entretanto, é preciso detalhar algumas despesas fixas, pois algumas delas não possuem um valor fixo, por exemplo: Sabemos que todos os meses as contas de água e energia elétrica vão chegar, porém, os valores mudam mês a mês, seja pelo aumento do consumo ou elevação dos impostos.

Existem dois fatores que influenciam essas despesas, uma delas não é possível controlar, pois os impostos são determinados por empresas e o Governo, mas, o consumo é possível controlar. É nesse ponto que você agir para iniciar o processo de economia de dinheiro.

Se hoje você toma um banho de 10 ou 15 minutos, por que não repensa esse cenário e diminui o tempo no chuveiro para 5 ou 6 minutos. Afinal de contas, estamos falando de um item que representa grande parte da conta de luz.

Encurtando o banho, você não estará economizando apenas energia elétrica, mas também o consumo de água.

Também é possível domar outras contas como telefone fixo, celular, internet e TV por assinatura. De tempos em tempos você pode conseguir um desconto, mesmo que temporário e assim preservar mais dinheiro bolso, pois a maioria das pessoas possuem planos que não usam o tanto que pagam.

Não ignore pequenos descontos, pois somados eles fazem uma grande diferença no ano. Se você conseguir um plano de celular R$ 5 mais barato, R$ 10 de desconto na internet e outros R$ 20 a menos da TV, terá uma economia de R$ 35 por mês e um total de R$ 420 no ano. Com essa economia durante o ano você poderá:

  • Pagar o seguro da casa à vista ou;
  • Pagar o IPVA ou IPTU à vista ou;
  • Curtir um final de semana em uma cidade turística em sua região ou;
  • Poderá iniciar um investimento.

Lembre-se que estou citando apenas algumas economias nas “contas fixas” do seu orçamento. Porém, é possível economizar em outras coisas e assim acelerar a chegada da sua liberdade financeira.

Quem Come Muito, Gasta Muito!

Volta e meia eu ouço a frase: “Que seu remédio seja sua alimento e seu alimento seja seu remédio”. Essa frase inspiradora criada por Hipócrates é base para aqueles que buscam uma vida longa e saudável, mas infelizmente não é isso que acontece em nossa sociedade atual.

Nosso estilo de vida está cada vez sedentário, sem contar que o cardápio disponível está cada vez mais industrializado e repleto de calorias.

Não vou prosseguir no núcleo da causa, pois não sou um guru das dietas e, assim como você, também gosto de algumas comidinhas nada saudáveis.

É claro que hoje eu tenho um comportamento diferente quanto a alimentação, pois quando adoeci, senti o impacto negativo da má alimentação, bem como os custos com remédios e exames até me recuperar por completo.

Dito isso, é importante entender como os alimentos podem ter interferência direta não só na sua saúde física, mas também na sua saúde financeira.

Repare nos anúncios da TV e da internet. Não será difícil se deparar com imensos banners com propagandas de lanches e bebidas deliciosas, criando em nós um desejo imediato de se saciar com tais guloseimas.

A maioria sede essas tentações, afinal de contas, mesmo sem ter um real na conta (ou estando vermelho), ainda é possível recorrer ao bom e velho cartão de crédito, não é?

Esse ambiente nos faz perder dinheiro ao gastar gasolina até o local, gastar dinheiro em lanches pequenos e o pior, ainda estamos ingerindo alimentos com baixo valor nutritivo. Lembre-se de quanto pior você come, mais chances de ficar doente terá, resultando em mais custos com remédios.

Não estou dizendo que você precisa eliminar os lanches, pizzas, salgados e outras comidas dais quais lhe dê vontade, porém, é preciso diminuir de forma significativa a frequência com que os consome.

Na década de 90, quando eu era pequeno, meus pais provavelmente me levavam para almoçar fora de casa uma vez por mês e as vezes nem íamos, tanto pela condição financeira delas (que tinha outras prioridades) e também da gigante inflação antes do plano real.

Hoje, o cenário é bem diferente. Você pode realizar um pedido com o seu prato favorito através do telefone fixo, smartphone, tablet e computador. Os bares, lanchonetes, restaurantes, pizzarias e até barraquinha de cachorro quente aceitam dinheiro, cartão de débito e crédito, ou seja, não é difícil comer mau e gastar bem durante a semana.

Antigamente, eu pedia comida pelo telefone de três a quatro vezes na semana e quando relembro as somas que dispensei nesse tipo de alimentação, percebo o quanto de dinheiro se foi pelo ralo e como minha saúde ia de mal a pior na época.

A solução foi traumática, tive que mudar radicalmente minha alimentação até que meus exames voltassem ao normal. Esperei meses até comer um lanche e outras coisas que comia antigamente.

Hoje, eu normalmente como alguma coisa fora no máximo de 3 a 4 vezes no mês. Mas não foi só isso que mudei, pois ao invés de pedir aquele lanche de R$ 20, R$ 25 ou a pizza de R$ 35 ou R$ 40, eu me contento com um cachorro quente de apenas R$ 6,00.

Durante a semana, também procuro comer legumes, verduras e frutas. Além disso, exclui qualquer tipo de refrigerante e sucos industrializados. Esse troca de hábitos ajudou na minha saúde e também aliviou consideravelmente meus gastos durante o mês.

Enfim, não cabe a mim dizer o que você deve ou não comer. Cada um sabe onde exagera e o que deverá cortar do cardápio para que sobre mais dinheiro. Não tente mudar radicalmente, vá cortando e substituindo as coisas aos poucos.

Pare de Aproveitar as Promoções

50% de desconto, 10x sem juros, primeira parcela só depois do carnaval, taque cheio e IPVA grátis são as mais populares propostas que os vendedores oferecem por aí.

Infelizmente, quase 100% disso é pura ilusão, pois como diz o velho ditado: Não existe almoço grátis!

Em qualquer cenário econômico existem impostos, tarifas, matéria prima, mão de obra, logística de recebimento e entrega, portanto, todas as coisas requerem algum tipo de custo, ou seja, os descontos que alguém nos oferecem são virtuais e estão inclusos nas margens de lucro de um vendedor e sua respectiva empresa.

Existem duas situações onde há abatimento considerável nos preços, a primeira é quando temos interesse em comprar um item de mostruário, pois há uma desvalorização grande devido ao seu usuário contínuo na loja (até numa frequência maior que o comum).

A segunda situação ocorre nas populares queimas de estoque (no início do ano, esqueça esse negócio de Black Friday, pois aqui no Brasil isso não faz parte da realidade).

Se você continuar participando do círculo vicioso que o comércio cria através da TV e internet, saiba que correrá o risco de não ter dinheiro para as coisas que realmente importam, ou seja, a alimentação, educação e as necessidades básicas de uma casa, como a água e luz.

Poupe seu dinheiro, gaste-o somente quando necessário, crie uma reserva de emergência o quanto antes e priorize as compras à vista, pois assim conseguirá se proteger dos juros embutidos em parcelamentos, evitando assim o acumulo de despesas.


<p>Analista de sistemas, pai e um cético que resolveu aprender um pouco mais sobre finanças pessoais e investimentos após anos de gastos desenfreados.</p>

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