Educação Financeira
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Como se Aposentar Sem Depender do Governo?


Com o seguimento da proposta de emenda constitucional emenda da reforma da previdência para debate no Congresso Nacional, um assunto, que andava um pouco esquecido dos noticiários voltou à tona.  A previdência social.

Mas não somente, a aposentadoria social, como também, começamos a discutir como poderemos nos aposentar antes, ou com uma renda melhor. Ou ainda, como poderemos nos aposentar e ter uma velhice digna sem depender do governo.

No entanto, a coluna de hoje não será sobre a reforma da previdência, nem mesmo sobre o INSS. Falaremos hoje da melhor forma de se aposentar. Da aposentadoria conseguida mediante a geração de uma renda passiva.

Como todos sabemos existem duas formas de renda: A Renda Ativa, que é a conseguida a partir do seu trabalho. E a Renda Passiva, que é percebida pela valorização de investimentos, e os rendimentos provenientes destes. Ou seja, mesmo que a pessoa não faça nada com seus investimentos, eles irão continuar rendendo,  gerando uma renda futura para o seu “proprietário”.

Existem várias formas de se obter renda passiva. A mais comum no Brasil, é a aplicação em cadernetas de poupança, principalmente pelo baixo risco da aplicação. No entanto, baixo risco, significa retorno igualmente baixo, e em vários anos, esta aplicação não consegue nem mesmo vencer a inflação, isto é, o poupador tem perda real do poder de compra.

Outra forma que cresce muito no Brasil, entre as pessoas físicas, é a aplicação em tesouro direto, criado em 2002, o Tesouro Direto vem se difundindo ao longo do tempo. A aplicação resulta em comprar parte da dívida publica federal brasileira, os investimentos começam a partir de somente R$ 30,00.

O país passa a ser nosso devedor. Outra forma muito normal de renda passiva é a geração de renda a partir de aluguéis de imóveis. Esse modo de geração passiva de renda foi muito recomendada nos períodos de hiper inflação no Brasil, porque os imóveis conseguiam se valorizar garantindo o poder de compra ao longo do tempo.

Mas têm rendido cada vez menos e dado cada vez menos retorno aos proprietários. Outro contra é o alto valor necessário para se investir. Existem várias outras maneiras de gerar renda passiva, como debêntures, Letras de Credito, Certificados de Registros Imobiliários ou do Agronegócio, investimento em FIIs, em CDBs, em ações dentre outros. Não iremos discorrer sobre todos.

O que importa aqui é perceber que as pessoas de forma geral, têm entre 30 e 50 anos para gerar sua renda. No início de sua idade economicamente ativa, entre os 14 e os 22 anos, a principal fonte de renda das pessoas, geralmente vem da renda do próprio trabalho, isto é, da renda ativa.

E depois, a partir do momento, que o tempo vai passando, a renda passiva vai tomando seu lugar, até que ela passa a ser maior que a renda ativa. Já chegando perto dos 70 a 75 anos, a renda ativa já se torna muito pequena frente a renda passiva. E nesse momento, a pessoa pode escolher se ela quer continuar a trabalhar, ou se ela quer viver apenas da renda de seus investimentos.

Observem a figura abaixo:

Livro: Investimentos – Mauro Halfeld

Mas, por que esse fenômeno ocorre?

  1. Porque as empresas procuram pessoas mais novas para substituir os mais velhos, seja para reduzir salários, seja pra ter uma menor resistência a novas tecnologias;
  2. Porque a própria pessoa começa a se sentir cansada de continuar a trabalhar depois de tanto tempo;
  3. Porque os investimentos vão crescendo ao longo do tempo, e maiores estoques de investimento geram maiores retornos.

Vejam que no gráfico acima, o ponto de interseção das duas curvas está na altura dos 60 anos. Ou seja, na média as pessoas começam a trabalhar aos 20 anos e demoram 40 anos, para auferir uma renda de investimentos que seja maior do que a renda de seu próprio trabalho.

Sempre considerei esse tempo excessivo, e disse que pra mim deveria ser diferente. A forma que eu encontrei foi procurando estudar ao máximo sobre investimentos e sobre a mágica dos juros compostos. Queria trazer essa interseção, para os 35 anos, talvez para os 40 anos.

Imaginem só, poder viver de renda ainda por 40 anos. Poder ver os filhos crescerem , poder levar eles à escola, poder viajar em qualquer época do ano, poder aproveitar as situações da vida. E por que não poder se dar ao luxo de parar de trabalhar por dois anos se quiser, ou trabalhar em alguma coisa que me desse vontade e não por obrigação, porque aquele trabalho é que coloca comida em casa.

Certamente, algum, ou alguns desses sonhos podem ser seus também, né? Saiba que eles são possíveis de serem realizados.  Com uma estratégia e um investimento consistente eles são possíveis.

Isso não acontece da noite para o dia. Mas pode demorar 20 anos e não os 40 anos que o autor do livro colocou que seria a média do brasileiro. Mas, com uma estratégia consistente no longo prazo.

Outro detalhe importante: Ser independente financeiramente, não significa que a pessoa não trabalhe. Significa que ela pode se dar ao luxo de escolher se ela quer trabalhar ou não. E principalmente, ela pode realmente escolher no que ela quer trabalhar, sem que o dinheiro seja preponderante para essa decisão.

Esse é um Guest Post, escrito por Daniel Nigri, fundador do Canal Dica de Hoje no Youtube.

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<p>Analista de sistemas, pai e um cético que resolveu aprender um pouco mais sobre finanças pessoais e investimentos após anos de gastos desenfreados.</p>

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